ANJOS, F. C Fábio Cristovão dos Anjos. Tecnologia do Blogger.

'Chemsex': a prática sexual que coloca a saúde em risco

Uma combinação letal de drogas e sexo ‘sem parar’ que pode acabar com você.
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Unir as experiências sexuais e as drogas coloca em risco a sua vida e a dos demais. (Foto: Getty Images)
O fenômeno ‘chemsex’ (do inglês 'chemical sex’, ou sexo químico) é uma forma específica do uso “recreativo” de drogas que consiste na utilização intencional de certas substâncias para ter relações sexuais durante um longo período de tempo.
Entre as drogas mais usadas no 'chemsex’ estão o GHB (gama-hidroxibutirato), a mefedrona (a mais viciante) e a metanfetamina, que também podem ser consumidas com cocaína, speedketaminaectasy ou MDMA. Quando as drogas são injetadas, o termo utilizado é 'slamsex’.
A combinação não é nova, e ainda que muitos tenham esta percepção, não se trata de um fenômeno exclusivo do universo homossexual. Trata-se de algo que está na moda em vários países europeus, com uma tendência de aumento que preocupa os médicos já que, além da dependência, também pode levar a um aumento do contágio do vírus do HIV.
As grandes capitais europeias são as que apresentam um maior índice de ocorrência desta prática. Em Londres, o fenômeno já é um problema de saúde pública e há clínicas que tratam até 100 casos por mês de pessoas com transtornos derivados do consumo de drogas vinculado ao 'chemsex’.
Na Espanha, os números ainda não são claros, mas há cidades como Madri e Barcelona em que foram registrados casos de toxicidade.  Algumas ONGs estão atuando como interlocutores dos afetados, e ajudando a divulgar o problema para que os profissionais de saúde compreendam a dimensão do que está acontecendo.
Estas condutas sexuais de risco também chamaram a atenção dos epidemiologistas, pois como explica Jordi Casabona, diretor do Centro de Estudos Epidemiológicos sobre o HIV/AIDS da Catalunha, Espanha, “nestas festas onde há o consumo exagerado de drogas, pode-se perder a percepção de risco.”
Durante as ‘festas sexuais’ são consumidas substâncias que causam uma grande euforia e desinibição, com foco no sexo, que podem levar a longas sessões sexuais com duração de horas ou até dias.
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De fato, esta prática - cujo objetivo é ter relações sexuais mais prazerosas e duradouras - pode ter importantes repercussões para a saúde, causar o vício, comprometer a saúde mental e contribuir para a transmissão do HIV e de outras doenças sexualmente transmissíveis.
De acordo com a ABC, os usuários descrevem efeitos de euforia, aumento da energia, estado de alerta, urgência por falar, melhora da função mental, aumento da percepção da música, diminuição de sentimentos hostis e aumento do desejo sexual.
No entanto, a médio e longo prazo este tipo de consumo pode causar efeitos devastadores como dores de cabeça, depressão, ansiedade, sensação de enjoo, fraqueza muscular, olhos vermelhos, problemas de vasoconstrição, vermelhidão na pele e nas articulações, dor abdominal e nos rins, ataques de pânico, depressão e psicose, disfunções cardiovasculares e vício.
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Sobre o autor Fábio Anjos

Biólogo Licenciado em Ciências Biológicas, pela Universidade Estadual Vale do Acaraú UVA-CE, Licenciatura Plena, 2010. Atualmente exerce a função de educador nível médio no Projeto Travessia na rede Estadual de Ensino, na Escola Estadual Nossa Senhora Auxiliadora e como também na rede municipal de João Alfredo. O mesmo possui Pós-graduação Lato Sensu em Análises Clínicas pela Faculdade Frassinetti do Recife-FAFIRE-PE, 2012. Cursando mestrado, pela Faculdade Norte do Paraná, no curso de Ciências da Educação e Multidisciplinaridade e cursando espanhol pela Universidade de Pernambuco.
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