ANJOS, F. C Fábio Cristovão dos Anjos. Tecnologia do Blogger.

Meninas ‘desenvolvem’ pênis aos 12 anos na República Dominicana

  


Alguns casos têm chamado muita atenção na República Dominicana. Meninas são criadas como tal até os 12 anos quando, surpreendentemente, desenvolvem pênis. Para este fenômeno, o povo local dá o nome de ‘guevedoce’ – ou pênis aos doze, em tradução livre para o português.

A série ‘Countdown to Life’, do canal BBC Two, investigou alguns desses casos e descobriu Johnny, um menino que viveu como Felicita até os 12 anos de idade, já que em vez de testículos ou um pênis visível tinha algo que parecia ser uma vagina. Só quando ele chegou à puberdade foi que seus membros se desenvolveram e se tornaram aparentes.

“Nunca gostei de me vestir de menina e quando me davam brinquedos de menina eu nem brincava. Quando via um grupo de meninos, ia jogar bola com eles”, contou ele em entrevista ao canal de televisão britânico.

Já quando a mudança aconteceu e ele se tornou, claramente, uma pessoa do sexo masculino, seus coleguinhas da escola passaram a ofendê-lo. “Eles diziam que eu era o diabo, coisas ruins, palavrões, e eu não tive escolha a não ser brigar com eles, porque eles estavam passando da linha.”

Tentando entender o que acontece nesta região da República Dominicana, Julianne Imperato-McGinley, do Cornell Medical College, viajou para o país. Depois de muita pesquisa, ela descobriu que que o fato de não terem genitália masculina ao nascer se deve à deficiência de uma enzima que normalmente converte a testosterona em dihidrotestosterona – hormônios responsáveis por, nas primeiras semanas de gravidez, desenvolverem pênis ou vagina. 

Esse problema parece estar ligado a uma deficiência genética comum em parte da República Dominicana. Por isso, os meninos, apesar de terem cromossomos XY, parecem mulheres quando nascem e só depois de maiores, quando recebem uma segunda dose de testosterona é que eles se desenvolvem de fato.

O mais comum é que estes guevedoces assumam suas identidades como meninos. No entanto Julianne constatou que, em alguns casos, eles preferem passar por uma cirurgia e continuar vivendo como meninas.
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Sobre o autor Fábio Anjos

Biólogo Licenciado em Ciências Biológicas, pela Universidade Estadual Vale do Acaraú UVA-CE, Licenciatura Plena, 2010. Atualmente exerce a função de educador nível médio no Projeto Travessia na rede Estadual de Ensino, na Escola Estadual Nossa Senhora Auxiliadora e como também na rede municipal de João Alfredo. O mesmo possui Pós-graduação Lato Sensu em Análises Clínicas pela Faculdade Frassinetti do Recife-FAFIRE-PE, 2012. Cursando mestrado, pela Faculdade Norte do Paraná, no curso de Ciências da Educação e Multidisciplinaridade e cursando espanhol pela Universidade de Pernambuco.
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