ANJOS, F. C Fábio Cristovão dos Anjos. Tecnologia do Blogger.

Novo remédio para queda de cabelo é testado com sucesso nos Estados Unidos

Um experimento feito na Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos, pode dar uma nova esperança para pessoas que sofrem de alopecia areata, um tipo de queda de cabelo. Por cinco meses, doze pacientes com a doença receberam dois comprimidos diários de ruxolitinibe (medicamento que trata mielofibrose, uma alteração da medula óssea). Três deles tiveram a restauração total dos cabelos e dos pelos, aponta o estudo publicado no periódico “Nature Medicine”.
O sucesso do teste se deve ao fato de a droga usada agir no sistema imune, o mesmo que está por trás do surgimento da alopecia areata.
— Antes de considerar esse remédio uma nova opção de tratamento, é preciso saber se há efeitos adversos. Mexer com os linfócitos pode levar o indivíduo à imunossupressão — alerta o dermatologista Fabrício Lamy, professor de pós-graduação em dermatologia do Instituto Carlos Chagas.
Quem também prega cuidado é o dermatologista Francisco Le Voci, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. Para ele, o experimento americano faz parte de uma linha de pesquisa que “ainda tem muitos anos pela frente”.
— Não dá para falar em cura para a doença. São estudos bastante recentes feitos com pouquíssimos pacientes, estatisticamente — diz.
A alopecia areata, chamada popularmente de pelada, atinge de 1% a 2% da população. Os tratamentos atuais fazem uso de cortisona, substâncias anti-inflamatórias e fototerapia. Em alguns casos, é preciso acompanhamento psicológico e mudança de hábitos.
Veja a diferença
A alopecia areata é diferente da calvície comum (alopecia androgenética), que está associada ao histórico familiar. Para os homens, basta haver casos em um dos lados da família (mãe ou pai). Para as mulheres, a herança genética tem que vir dos dois lados.
A calvície comum afeta quase 70% dos homens e cerca de 30% das mulheres. Nelas, o problema não se manifesta com entradas e rarefação dos cabelos no topo da cabeça, mas com os fios ficando cada vez mais fracos e finos.
A condição se deve ao excesso de receptores de testosterona no couro cabeludo. Ativados, eles fazem com que os pelos fiquem cada vez menores, até desaparecerem, por causa da ação do hormônio. Drogas como finasterida e minoxidil bloqueiam esses receptores.


Share on Google Plus

Sobre o autor Fábio Anjos

Biólogo Licenciado em Ciências Biológicas, pela Universidade Estadual Vale do Acaraú UVA-CE, Licenciatura Plena, 2010. Atualmente exerce a função de educador nível médio no Projeto Travessia na rede Estadual de Ensino, na Escola Estadual Nossa Senhora Auxiliadora e como também na rede municipal de João Alfredo. O mesmo possui Pós-graduação Lato Sensu em Análises Clínicas pela Faculdade Frassinetti do Recife-FAFIRE-PE, 2012. Cursando mestrado, pela Faculdade Norte do Paraná, no curso de Ciências da Educação e Multidisciplinaridade e cursando espanhol pela Universidade de Pernambuco.
    Comente
    Comentar com Facebook

0 comentários:

Postar um comentário