ANJOS, F. C Fábio Cristovão dos Anjos. Tecnologia do Blogger.

Jihadistas lançam sua rede social, o CalifaceBook



Os seguidores do Estado Islâmico (EI) bloqueados no Facebook e outras redes sociais, decidiram lançar seu próprio CalifaceBook para difundir suas mensagens por Internet.

Com o nome de domínio 5elafabook.com, e aspecto semelhante ao Facebook, o site jihadista começou a funcionar no domingo. Porém, no dia seguinte já estava fora do ar e com sua conta Twitter fechada.
Na sua página principal, uma mensagem em inglês avisava que o site tinha suspendido temporariamente suas operações para "proteger as informações e segurança de seus membros".
Não se sabe quem criou exatamente o 5elafabook.com - nome baseado na palavra árabe khelafa (califado) - nem quantos membros atraiu. Na mensagem dizia que o site era independente e que não estava patrocinado pelo EI. Mas o texto afirmava que o grupo extremista estava expandindo no mundo todo "com a permissão de Alá".
O site teria sido desenvolvido com o programa SocialKit, que permite aos usuários criar suas próprias redes sociais. Foi registrado no dia 3 de março por uma empresa de serviços de informática GoDaddy.com, e domiciliado na cidade iraquiana de Mossul, ocupada pelo EI desde o ano passado. Porém, o país de origem registrado é o Egito, e também consta um número de telefone, aparentemente falso, deste país.
"O principal objetivo do site é esclarecer ao mundo que não só levamos armas e vivemos em grutas, como eles imaginam. Nós avançamos junto com o mundo, e queremos que esse avanço seja islâmico", era a mensagem da página de 5elafabook.com. "Amamos morrer como vocês amam viver, e prometemos lutar até que morra o último de nós".
SEGURANÇA
Num fórum online de outro site, seguidores da organização jihadista debateram se o 5elafabook era confiável ou se podia ser usado por inimigos do EI, revelou o site de vigilância de grupos militantes SITE Intelligence Group.
"Não há sites seguros. Por mais que o site pertença diretamente ao EI, os servidores estão controlados pelos governos, que podem coletar todos os dados de quem visita a rede", disse um usuário com o nome de Taqni Minbar.
O EI, que instaurou seu próprio califado em territórios ocupados em Iraque e Síria, utiliza a Internet para difundir suas mensagens e publicar suas vitórias militares e decapitações de prisioneiros. Mas, nas redes sociais mais populares, os links das imagens de assassinatos são rapidamente apagados. Muitos governos tentando deter a ameaça jihadista, também estão fechando o cerco e aplicando restrições mais duras aos sites e redes, que ajudam, mesmo que indiretamente, na propaganda do EI.
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Sobre o autor Fábio Anjos

Biólogo Licenciado em Ciências Biológicas, pela Universidade Estadual Vale do Acaraú UVA-CE, Licenciatura Plena, 2010. Atualmente exerce a função de educador nível médio no Projeto Travessia na rede Estadual de Ensino, na Escola Estadual Nossa Senhora Auxiliadora e como também na rede municipal de João Alfredo. O mesmo possui Pós-graduação Lato Sensu em Análises Clínicas pela Faculdade Frassinetti do Recife-FAFIRE-PE, 2012. Cursando mestrado, pela Faculdade Norte do Paraná, no curso de Ciências da Educação e Multidisciplinaridade e cursando espanhol pela Universidade de Pernambuco.
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