ANJOS, F. C Fábio Cristovão dos Anjos. Tecnologia do Blogger.

Mulher que menstruou durante 5 anos seguidos compartilha seu drama

Reprodução/GoFundMe
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O período menstrual da mulher dura, em geral, de quatro a cinco dias, podendo chegar até oito dependendo de cada corpo. Ele costuma ser regrado, acontecendo a cada três semanas, com algumas variações que podem alterar levemente o esperado.
Mas para a australiana Chloe Christos, o período sempre foi completamente desregulado, e dos 14 aos 19 anos de idade, ela menstruou initerruptamente. Por vergonha de falar sobre o assunto, ela passou cinco anos sem contar a ninguém o seu drama. Quando finalmente decidiu buscar ajuda, Chloe foi diagnosticada com a doença de von Willebrand, uma disfunção hemorrágica que atinge cerca de 1% da população.
Mesmo depois do diagnóstico, Chloe lembra que os médicos chegaram a dizer que não sabiam como tratá-la, sugerindo até mesmo a retirada do útero para impedir a menstruação. “Fui atrás de muitas pessoas, mesmo os profissionais da medicina, que não tinham ideia de como era para uma mulher sofrer com sangramento desordenado. Muitas estatísticas e dados são mantidos no diagnóstico e tratamentos para os homens. Não há quase nada sobre as mulheres que os médicos se refiram e espero que isso mude”, disse a ABC News.
Além de aumentar o fluxo menstrual, pessoas com doença de von Willebrand podem ter sangramento através da urina e fezes, em cortes pequenos, na gengiva, nariz e outras lesões. Mas é na menstruarão que as mulheres mais sentem o efeito da doença, que demora para ser descoberta, na maioria dos casos. Segundo o Centros de Controle e Prevenção de Doenças, há uma média de 16 anos entre o início dos sintomas até o diagnóstico completo.
Hoje, aos 27 anos, Chloe usa sua experiência para ajudar outras mulheres e pretende comparecer ao Congresso Mundial da Federação Mundial da Hemofilia, em Orlando. “Tive uma experiência direta com a discriminação em relação a isso nos últimos 7 anos, quando precisei de ajuda para controlar uma disfunção sanguínea. Há muita falta de informação e consciência sobre esses transtornos e em como eles podem afetar as mulheres. Esta condição me fez passar pelos momentos mais difíceis da minha vida, mas conhecendo outros pacientes e especialistas e me mantendo atualizada participando de conferências e eventos, tenho sido capaz de melhorar minha qualidade de vida e continuar ajudando as pessoas”, disse no comunicado do financiamento coletivo onde pede fundos para participar do Congresso.
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Sobre o autor Fábio Anjos

Biólogo Licenciado em Ciências Biológicas, pela Universidade Estadual Vale do Acaraú UVA-CE, Licenciatura Plena, 2010. Atualmente exerce a função de educador nível médio no Projeto Travessia na rede Estadual de Ensino, na Escola Estadual Nossa Senhora Auxiliadora e como também na rede municipal de João Alfredo. O mesmo possui Pós-graduação Lato Sensu em Análises Clínicas pela Faculdade Frassinetti do Recife-FAFIRE-PE, 2012. Cursando mestrado, pela Faculdade Norte do Paraná, no curso de Ciências da Educação e Multidisciplinaridade e cursando espanhol pela Universidade de Pernambuco.
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