ANJOS, F. C Fábio Cristovão dos Anjos. Tecnologia do Blogger.

Estudo indica que pílula anticoncepcional pode aumentar risco de depressão

Começar a tomar pílula não é uma decisão simples. Embora ela seja uma forma eficaz de prevenir a gravidez e lidar com sintomas da TPM, seus efeitos colaterais impactam cada mulher de uma maneira diferente.
Por este motivo, mulheres que tenham notado algo negativo em sua saúde mental enquanto tomavam pílula, não ficarão surpresas em saber que ela pode aumentar o risco de depressão.
Um novo estudo publicado no Journal of the American Medical Association é o maior até o momento a analisar a associação entre a pílula anticoncepcional e a saúde mental.
Os pesquisadores descobriram que mulheres que tomam pílulas combinadas (contendo tanto progesterona quanto estrogênio) e que não tomavam medicamentos antidepressivos previamente, apresentaram uma chance 21% maior de serem tratadas com antidepressivos pela primeira vez do que aquelas que não tomavam pílula.
Esta influência foi mais comum nos primeiros seis meses de uso da pílula combinada, e adolescentes (com idades entre 15 e 19 anos) apresentaram um risco 80% maior.
Por outro lado, a chance de desenvolver uma depressão ia diminuindo conforme aumentava o tempo de uso da pílula.
Para chegar a estes resultados os cientistas monitoraram um milhão de mulheres com idades entre 15 e 34 anos – sem registros prévios de problemas relacionados à saúde mental – ao longo de um período de 10 anos.
Mulheres que tomavam a pílula contendo somente progesterona apresentaram uma probabilidade 34% maior de serem diagnosticadas com depressão ou de tomarem medicamentos antidepressivos.
Nas mulheres que usam adesivos contraceptivos foi observada uma probabilidade 68% maior; anéis e dispositivos intrauterinos hormonais também apresentaram resultados desanimadores.
Os cientistas estão culpando principalmente a progesterona, embora acreditem que o estrogênio também possa ser um fator relevante.
O autor do estudo, Ojvind Lidegaard, disse a Stylist“Nós precisamos entender que, juntamente com todos os benefícios, os hormônios externos [também] podem causar efeitos colaterais, e o risco de depressão é um deles.”
No entanto, não há motivo para pânico. Embora este tenha sido um estudo abrangente, ainda há muitas pesquisa a ser feita. Os pesquisadores da Universidade de Copenhague concluíram que “mais estudos são necessários para analisar a depressão como um potencial efeito colateral adverso do uso de contraceptivos hormonais.”
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Sobre o autor Fábio Anjos

Biólogo Licenciado em Ciências Biológicas, pela Universidade Estadual Vale do Acaraú UVA-CE, Licenciatura Plena, 2010. Atualmente exerce a função de educador nível médio no Projeto Travessia na rede Estadual de Ensino, na Escola Estadual Nossa Senhora Auxiliadora e como também na rede municipal de João Alfredo. O mesmo possui Pós-graduação Lato Sensu em Análises Clínicas pela Faculdade Frassinetti do Recife-FAFIRE-PE, 2012. Cursando mestrado, pela Faculdade Norte do Paraná, no curso de Ciências da Educação e Multidisciplinaridade e cursando espanhol pela Universidade de Pernambuco.
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